O paradoxo central na saga O Exterminador do Futuro está no chamado "paradoxo da predestinação" (ou “loop causal”), que é um tipo de viagem no tempo onde o passado, presente e futuro formam um círculo fechado, sem um “ponto de origem” claro.
Na franquia, isso acontece principalmente por causa de John Connor, Skynet e Kyle Reese:
-
O futuro cria o passado:
-
No futuro, John Connor lidera a resistência humana contra as máquinas.
-
A Skynet envia um Exterminador para matar a mãe dele, Sarah Connor, antes de ele nascer.
-
John, sabendo disso, envia Kyle Reese para protegê-la.
-
-
O passado cria o futuro:
-
Reese e Sarah acabam se envolvendo e Kyle se torna o pai de John.
-
Ou seja: John só existe porque, no futuro, ele mesmo enviou seu pai para o passado.
-
-
A tecnologia sem origem:
-
Em O Exterminador do Futuro 2, peças do primeiro Exterminador ficam no passado.
-
Essas peças são estudadas por cientistas e ajudam a criar a própria Skynet.
-
Assim, a Skynet existe porque ela mesma se “auto-inventou” ao mandar o robô para o passado.
-
💡 O paradoxo:
Se John Connor só nasce porque ele mesmo, no futuro, mandou Kyle Reese ao passado, e a Skynet só existe porque ela própria mandou um exterminador ao passado… então quem criou tudo originalmente?
Não há um ponto “inicial” — o enredo forma um loop sem começo, o que é logicamente impossível no sentido clássico, mas coerente dentro da narrativa de viagem no tempo.
Mapa simplificado do paradoxo em forma de diagrama:
Segundo ciclo (tecnologia sem origem):
💡 O paradoxo:
-
John só existe porque enviou Kyle ao passado, mas Kyle só foi ao passado porque John existia no futuro.
-
Skynet só existe porque mandou um robô ao passado, e esse robô gerou a própria tecnologia que criaria a Skynet.